Diário de Viagens e Trabalhos do Pajé
31ago/120

Projeto Sul do Brasil

Posted by Pajé

Salve galera.

Desde quando retornei do Projeto Estrada Real, São Paulo/SP X Diamantina/MG em Outubro de 2011 documentado aqui,  venho planejando uma viagem ao sul do pais, à ser realizada nos mesmos moldes. Sendo assim, surgiu a ideia do Projeto Sul do Brasil. Com o objetivo mais maduro, resolvi detalhar a viagem e planejamento prévio da mesma.

Projeto Sul do Brasil consiste em uma viagem de motocicleta partindo de São Paulo/SP com destino a Cidade de Chuí/RS-Chuy/UR, no ponto mais extremo ao sul do pais.

A proposta é passar por diversas cidades, hospedando em 7 delas, 1 a cada dia e curtindo o clima e estradas, sendo que no trajeto de ida,  seria imprescindível visitar o Rastro da Serpente (Apiaí e Capão Bonito), Pousar em Curitiba/PR (Visitar os irmãos Zapatas e Amigos), subir a Serra do Corvo Branco (sentido Urubici/SC), descer a Serra do Rio do Rastro (Sentido Lauro Muller/SC), visitar a cidade de Gramado/RS no Rio Grande do Sul (E suas atrações),  pousar em Rio Grande/RS ou Pelotas/RS (Para não rodar mais de 500km por dia e dividindo os 600 restantes em 2 dias), e chegando por fim ao Chuí/RS (objetivo do passeio).

Já o retorno se inicia no Chuy (Uruguai), subindo por Rio Grande/RS e São José do Norte/SR (Travessia de Balsa sob a Lagoa dos Patos), subir a BR-101 até Mostardas/RS (Hospedagem), seguir até a cidade de Palhoça/SC (Visitar os irmãos Zapatas) e retornar à São Paulo/SP. No trecho de volta terei 1 dia de sobra que ou vou estender a estadia em Palhoça/SC ou seguirei rumo a Curitiba/PR e ficarei mais 1 dia lá. Vou deixar em aberto para que meu cansaço ou motivação no momento me diga o que fazer ou até mesmo me hospedar em alguma cidade antes devido as condições do tempo, estradas etc.

Agora que já conheço parcialmente o trecho e já estou com o planejamento 90% concluído, resta agilizar a galera, formar o bonde e bora para a estrada.

Abaixo temos o mapa do trajeto e o link de acesso ao Google Maps:

Projeto Brasil do Sul

Link do Maps: http://miud.in/1raS

Fiz uma pequena seleção de fotos dos pontos por onde vou passar... em breve serão as minhas fotos! hehehe

Viva Zapata!!!

24fev/110

Resumão dos últimos 2 meses e pouco…

Posted by Pajé

Fala pessoal.

Desde começo de dezembro que não escrevo nada do Blog, sendo assim resolvi fazer um post contendo os últimos relatos.

Tenho viajado pouco de motocicleta hehehehe. No reveion, fui para a Praia Grande na baixada Santista e passei com familiares. Claro que fui com a Viúva Negra. Na saída de Sampa tudo bem, bom tempo, céu ligeiramente aberto e poucas nuvens, porém, ao passar Billings na Imigrantes o tempo fechou e começou a chuvinha que me acompanhou até a casa dos meus familiares.

No domingo, 02/Jan, parti da Praia Grande com destino à São Paulo Capital, pois iria dormir em casa e no dia seguinte mais uma viagem até Ubatuba- SP.

Segunda-feira, dia 03/Jan, eu acordo ainda com o estomago estragado pois no sábado tinha passado super mal, peguei a motocicleta, passei na Suzuki da Av. Santo Amaro para trocar o óleo e parti novamente. A chuva não dava espaço... Peguei todo o caminho até Ubatuba sob uma chuva ligeiramente forte mas que não chegava a atrapalhar o passeio. Meu caminho neste dia foi Dutra direto até Taubaté e descer pela rodovia Oswaldo Cruz chegando à Praia Grande de Ubatuba. Assim fui e para minha sorte o caminho serrano da Oswaldo Cruz que é bastante sinuoso e íngreme não estava sob chuva, portanto foi ligeiramente tranqüilo.

Semana ótima, diversões no litoral, alguns pontos de ferrugem a mais na Viúva Negra e é chegada a hora de retornar a boa e velha rotina em Sampa. Domingo, dia 09/Jan, dia bonito, um sol de lascar e lá estou eu na estrada novamente. Terminei de subir a serra da Oswaldo e logo avistei no horizonte uma escuridão que não poderia ser outra coisa que não chuva da brava. Segui em diante e quando percebi que não daria mais, parei, coloquei a capa de chuva e “vamo bora”. Foram mais ou menos 50Km de chuva intensa, barreiras quebradas e enxurradas gigantescas no meio da rodovia. Cheguei a pensar em parar e esperar mas pelo visto aquela chuva não ia parar tão cedo e como não tinham muitos carros na estrada, resolvi seguir.

Ai foi só maravilha. Segui em diante com tranquilidade, a chuva fina me acompanhou até a minha casa, mas atingi meu objetivo que era não pegar estrada após o cair da noite.

De volta ao trabalho e rotina em Sampa, tudo tranquilo até o dia 29/Jan, onde realizei junto com o pessoal do Boulevard Owner Group - BOG, uma viagem até a Basílica de Nossa Senhora de Aparecida em Aparecida do Norte-SP.

Neste passeio levei meu sobrinho Danilo para conhecer o universo motociclístico e já começar a despertar o espirito de liberdade no moleque. Um calor infernal dentro roupa de cordura da Tutto, que comprei no fim de semana passado ao da viagem, mas tudo bem. Viagem boa e matei a curiosidade de conhecer a catedral que por incrível que pareca para mim era novidade. Nesse dia dormi em Cachoeira Paulista-SP onde fui em uma festa a fantasia na Cervejaria do Bordo, que diga-se de passagem a cerveja fabricada lá não é nada boa, onde me vesti de mexicano e me diverti bastante com meus sobrinhos, minha irmã e amigos. Domingo a tarde, novamente um puta calor e retorno para São Paulo-SP.

22out/102

Viajar de Motocicleta

Posted by Pajé

Hoje um dos companheiros da Lista Moto & Amizade, o Flávio Bressan do Moto Grupo El Bando, encaminhou um texto que trata sobre viagens com motocilcetas. Essa fui uma das melhores definições do prazer que se recebe ao realizar uma viagem sobre duas rodas, logo decidi publicar aqui e compartilhar. O texto é do companheiro Marcos Saraiva Silva.

Viajar de Motocicleta

"Viajar de motocicleta é uma experiência que, geralmente, fica guardada na nossa memória por muito tempo. As recordações parecem não nos deixar. Grudam na alma. É uma sensação única, não proporcionada por qualquer outro meio de transporte. A interação motociclista e motocicleta, ou homem e máquina, cria um estado mental diferenciado à medida que o pó da estrada vai entrando nos pulmões. Ninguém conseguirá explicar o porquê, mas algo muito estranho acontece na mente de quem enfrenta esse desafio delicioso de se arremeter pelas estradas sobre duas rodas. Nenhum motociclista duvidará de que essa experiência provoca alteração sutil em seu nível de percepção da realidade.

Acredito que os longos períodos de silêncio, somados a um intenso processo de atividade mental – decorrente do uso da atenção e da observação em níveis elevados - criam uma tensão inicial que, aos poucos, vai se transformando em relaxamento profundo. A mente relaxa, mas permanece alerta para qualquer manobra rápida. Basta um estímulo para a resposta vir ligeira e precisa. Um estado de inebriamento passa a nos envolver. Algo parecido com aquilo que os mestres taoístas chamam de “encontrar o silêncio na tempestade”.

Acrescente-se, também, que o vento, os odores, os sons, os detalhes da estrada e do ambiente ajudam a compor um território mental diferente, livre e convidativo às recordações e às emoções profundas. É comum alguma lembrança vir do nada, provocando risadas ou lágrimas dentro do capacete. Mais comum ainda é marejar os olhos diante das belezas do horizonte e dos cenários da natureza que nos cerca.

Os parceiros de viagem ficam ligados por gestos e não por palavras. É tão profunda a relação entre aqueles que compartilham do pó da estrada, que, geralmente, as amizades transformam-se em irmandades. O aumento da quantidade de motoclubes e de encontros de motociclistas pelo país reforçam a tese de que subir numa moto e pegar a estrada já se transformou em novo e emocionante estilo de vida da classe média brasileira."

Marcos Saraiva Silva
Único no RJ a visitar o Chile de triciclo(7850KM)

3mai/1042

Impressões sobre uma Boulevard C1500

Posted by Pajé

Nem todos sabem, mas depois que a querida foi furtada, tinha decido ficar algum tempo sem motos de alta cilindrada. Como o amor ao motociclismo fala muito mais alto do que as razões econômicas, fiquei especulando em lojas e pela Internet algumas Harleys como a própria Heritage Classic ou a grandiosa Road king Classic. Cheguei a visitar as motocas e um certo dia, um amigo me falou da Boulevard M800. Eu já conhecia as duas versões custom da Suzuki, porém nunca tinha sequer andado e iniciei a pesquisa focando as Boulevares.

Não gostei muito do modelo M800. Gosto mesmo é das clássicas e essa moto tem um estilo meio "sport custom" que não faz muito meu gênero. Ai começou a procura por uma Boulevard C1500. O preço estava bom, bem mais em conta que as Harleys, além de conseguir um ano mais novo na aquisição com um valor bem menor. Todos sabem que motos mais novas se resumem em menos km rodados e menor probabilidade de quebra ou problemas com desgaste de peças. O Seguro ficou um bom preço e sua manutenção estava bastante interessante.

Após pesquisar bastante, ainda sem o objetivo de comprar, encontrei uma bem customizada e linda, porém mesmo a moto boa, a motivação não foi o suficiente para me levar à aquisição de fato. No dia 23/Mar/2010, navegando pelo site moto.com.br, encontrei um brinquedo sensacional. No mesmo momento fiz o contato com o Ricardo, até então proprietário da C1500.

No dia 24/Mar/2010, marcamos de nos encontrar na Decathlon do morumbi. Por volta de 19hs, encontrei a motocicleta que seria minha alguns dias depois. Conversa vai, conversa vem, negociações rolando, eu em cima do muro, enfim a moto estava perfeita. Toda customizada com churrasqueira, Sissy Bar, encosto para o motorista, alforges, bolsa traseira, bolha, faróis auxiliares, simplesmente perfeita. Um bom ano e um ótimo estado de conservação demonstravam o cuidado do ex-proprietário com a gigante. E bota gigante nisso. Ela é incrivelmente maior que a Heritage, mas bem maior mesmo que a torna imponente e realça sua beleza e estilo clássico.

Ainda com dúvidas mas já tendendo à compra, no dia 27/Mar/2010, fui até Osasco para andar nessa tal de Boulevard C1500 e comprovar se realmente vale a pena. Impossível não expressar o prazer de andar na moto. Super confortável com sua suspensão pro-link, uma dirigibilidade perfeita, ruim de curvas como todas as custons... hahahaha, mas super macia.... em resumo, uma delicia de moto. Depois de andar, no brinquedo, não tinha mais dúvidas que seria ela a próxima. Imediatamente combinamos de nos encontrarmos na segunda-feira, 29/Mar/2010, para fecharmos o negócio, e foi o que aconteceu.

Fui para casa com ela e ao trabalho no dia seguinte para a vistoria do seguro. Uma coisa que notei já de cara é como a embreagem é alta, principalmente quando está fria. Essa moto tem embreagem hidráulica não sendo possível regular... enfim a tecnologia é presente em todos os cantos da motocicleta não poderia faltar na embreagem. Dois discos de freio dianteiro e um traseiro tornam a frenagem super segura e estável. Além do hodômetro com duas opções de “trips”, um relógio digital incrementa o auxilio nas viagens além do marcador de combustível também digital.

A passagem de marchas são super suaves, bem como o pedal de freio. O motor de 1500cc é tão potente que me arrisco a dizer que não senti diferença entre ela e a Heritage Classic que tinha um motor 1550cc. Posso dizer que até o momento está substituindo bem.

Tudo isso tem que ter alguma coisa de ruim certo... É claro que tem. A capacidade de combustível é de 14 litros, o que oferece uma autonomia com cerca de 230km o que é pouco para uma moto deste tamanho. Ainda bem que ela não bebe como a Querida. Outro ponto fraco é o tanque de combustível e sabe por que? Porque não é tanque e sim uma carenagem. Isso deve explicar os 14 litros de gasolina. A dianteira da moto vibra um pouco, principalmente quando se solta o guidão. Acredito que aconteça por conta da frente muito leve, talvez até pela falta do tanque.... Será???

Enfim. Estou gostando no novo brinquedo e já tive a oportunidade de estrear fazendo junto com o @eitchugo “Hugo Cisneiros” o percurso do Rodoanel e esticando para um almoço no Guarujá.

Ainda preciso de um nome para ela... isso fica para depois.

Pajé e C1500 no Rodoanel - SP

Pajé e C1500 no Rodoanel - SP

Até a próxima viagem.