Diário de Viagens e Trabalhos do Pajé
15fev/122

Relembrando a primeira motocicleta – Yamaha XV250, o retorno.

Posted by Pajé

Salve g@lera.

Para quem não sabe, minha primeira motocicleta foi uma Yamaha Virago 250 1998/1999, fotos aqui. Deste então sempre apreciei esta moto, sua beleza estética, bem como seu leque de opções através das versões disponíveis no mercado que são xv250, xv535, xv750 e xv1100.

Esta primeira aquisição aconteceu em meados de 2006, quando ainda residia na cidade de Brasília-DF e como um grande apaixonado, sempre pensei em adquirir outra para fazer algumas modificações. Enfim é chegada a hora.

A Ruíva, apedido da primeira virago, nunca será substituída até por que foi a primeira, mas neste ano de 2012 tomei a decisão de comprar outra e substituir a Burgman - AN125, nos deslocamentos diários. Sei que se tratando de uma custom, mesmo de baixa cilindrada, não é uma motocicleta muito confortável para andar no trânsito de São Paulo, mas por ser leve e pelo prazer acho que vai valer a pena.

Sem mais delongas, apresento-lhes à Pretinha, minha nova paixão de duas rodas.

Pretinha

Abraços e Viva Zapata!!!

5jun/110

Finalmente. O upgrade está completo.

Posted by Pajé

Quem me acompanha no Twitter ou neste blog sabe que iniciei uma upgrade na Viúva Negra, Boulevard C1500, há uns 6 meses. Na realidade algumas peças foram importadas até mesmo antes disso, mas a rotina, como sempre ela é a culpada, não me deixou concluir antes desta data.

Hoje, dia 05/06/2011 consegui finalmente concluir o upgrade da motocicleta.

Foram adicionados/substituídos os seguintes acessórios:

  • Manoplas Kuryakyn c/ descanso de mão;
  • Cover Kuryakyn para o pedal de cambio;
  • Substituição da bolha p/ uma Holly destacável;
  • Substituição dos faróis auxiliares que haviam quebrado.

E como prometido, seguem as fotos atuais do brinquedo:

Imaginem como estou agora... Feliz!!!Mas não acabou por ai pois ainda restam a cromeação dos acessórios já oxidados e enferrujados além dos acabamentos para os  para-lamas.

Aguardem para a segunda etapa do upgrade :-p

Abraços do Pajé.

11mai/1015

Higienização de capacetes

Posted by Pajé

Já faz algum tempo que ensaio para limpar meus capacetes, que são 3 e não é uma tarefa muito divertida realizar essa higienização, desmontei 2 deles mas já faz 1 semana e não lavei ainda.

Hoje um dos companheiros da Lista Moto & Amizade, para ser mais direto o amigo Mário Sérgio, postou dicas de como realizar a higienização que considerei muito interessante e acho importante compartilhar.

Além do procedimento de higienização, dicas de como conservar seu capacete limpo e protegido por mais tempo. Seguem as dicas para a limpeza dos capacetes:

A Higienização:

- Primeiramente retire todo o forro do capacete;
- Prepare uma solução de duas colheres de sopa de vinagre tinto (ou bicarbonato) para cada 500ml de água. Deixe por meia hora mergulhado os forros do capacete. Você vai notar que sairá bolhas, é sinal dos fungos, do mau cheiro e uma poeira cinza que é a aglomeração de ácaros;
- Depois lave com sabão em pó OMO. Porque OMO? Por que dissolve totalmente na água e não deixa resquícios do tensoativo comum nos sabão em pó. Mas ATENÇÃO: Não esfregue nem comprima muito as espumas (não torcer), elas podem perder a capacidade de amortecimento. Enxague com amaciante de roupas;
- Deixe secar na sombra, e depois de seco, levar ao sol por um bom tempo;
- Monte o capacete.

Dicas:

- Sempre use balaclava de material absorvente. Ela absorverá quase todo o suor além de ser fácil lavar. É bom ter mais de duas para revesar;
- Use sempre um bom shampoo e condicionador para lavar os cabelos, mantém os ácaros e fungos sob controle;  (acho que a cuecada não vai adotar essa)
- Sempre que possível, deixe o capacete em lugar ventilado com a visera aberta e dê banhos de sol constantes;
- Nunca empreste seu capacete;  (Esse é difícil heim)
- Tenha sempre dois capacetes de uso pessoal, e de boa marca;
- Tenha uma bolsa de capacete, para guardar quando não estiver usando; (tenho mas confesso que nunca usei para tal);
- Quando retirar o capacete e estiver úmido do suor, deixe no sol para secar;
- Compre aqueles sachês de anti-mofo, que absorvem a humidade, e deixe para algumas horas o capacete emborcado e abaixo o sachê; (Difícil também não???)
- Proteja a viseira com filme plástico de cozinha, não haverá problemas e poderá usar o capacete com este filme fixado na viseira. Isso protege de riscos e sujeira, bastando trocar quando necessário, é chamado de Tear Off de pobre.

Uma dica do Pajé é utilizar cera de polimento, essas de pintura automotiva, na viseira. Além de proteger, ajudar a espalhar a água nos dias de chuva.

Até a próxima.

3mai/1042

Impressões sobre uma Boulevard C1500

Posted by Pajé

Nem todos sabem, mas depois que a querida foi furtada, tinha decido ficar algum tempo sem motos de alta cilindrada. Como o amor ao motociclismo fala muito mais alto do que as razões econômicas, fiquei especulando em lojas e pela Internet algumas Harleys como a própria Heritage Classic ou a grandiosa Road king Classic. Cheguei a visitar as motocas e um certo dia, um amigo me falou da Boulevard M800. Eu já conhecia as duas versões custom da Suzuki, porém nunca tinha sequer andado e iniciei a pesquisa focando as Boulevares.

Não gostei muito do modelo M800. Gosto mesmo é das clássicas e essa moto tem um estilo meio "sport custom" que não faz muito meu gênero. Ai começou a procura por uma Boulevard C1500. O preço estava bom, bem mais em conta que as Harleys, além de conseguir um ano mais novo na aquisição com um valor bem menor. Todos sabem que motos mais novas se resumem em menos km rodados e menor probabilidade de quebra ou problemas com desgaste de peças. O Seguro ficou um bom preço e sua manutenção estava bastante interessante.

Após pesquisar bastante, ainda sem o objetivo de comprar, encontrei uma bem customizada e linda, porém mesmo a moto boa, a motivação não foi o suficiente para me levar à aquisição de fato. No dia 23/Mar/2010, navegando pelo site moto.com.br, encontrei um brinquedo sensacional. No mesmo momento fiz o contato com o Ricardo, até então proprietário da C1500.

No dia 24/Mar/2010, marcamos de nos encontrar na Decathlon do morumbi. Por volta de 19hs, encontrei a motocicleta que seria minha alguns dias depois. Conversa vai, conversa vem, negociações rolando, eu em cima do muro, enfim a moto estava perfeita. Toda customizada com churrasqueira, Sissy Bar, encosto para o motorista, alforges, bolsa traseira, bolha, faróis auxiliares, simplesmente perfeita. Um bom ano e um ótimo estado de conservação demonstravam o cuidado do ex-proprietário com a gigante. E bota gigante nisso. Ela é incrivelmente maior que a Heritage, mas bem maior mesmo que a torna imponente e realça sua beleza e estilo clássico.

Ainda com dúvidas mas já tendendo à compra, no dia 27/Mar/2010, fui até Osasco para andar nessa tal de Boulevard C1500 e comprovar se realmente vale a pena. Impossível não expressar o prazer de andar na moto. Super confortável com sua suspensão pro-link, uma dirigibilidade perfeita, ruim de curvas como todas as custons... hahahaha, mas super macia.... em resumo, uma delicia de moto. Depois de andar, no brinquedo, não tinha mais dúvidas que seria ela a próxima. Imediatamente combinamos de nos encontrarmos na segunda-feira, 29/Mar/2010, para fecharmos o negócio, e foi o que aconteceu.

Fui para casa com ela e ao trabalho no dia seguinte para a vistoria do seguro. Uma coisa que notei já de cara é como a embreagem é alta, principalmente quando está fria. Essa moto tem embreagem hidráulica não sendo possível regular... enfim a tecnologia é presente em todos os cantos da motocicleta não poderia faltar na embreagem. Dois discos de freio dianteiro e um traseiro tornam a frenagem super segura e estável. Além do hodômetro com duas opções de “trips”, um relógio digital incrementa o auxilio nas viagens além do marcador de combustível também digital.

A passagem de marchas são super suaves, bem como o pedal de freio. O motor de 1500cc é tão potente que me arrisco a dizer que não senti diferença entre ela e a Heritage Classic que tinha um motor 1550cc. Posso dizer que até o momento está substituindo bem.

Tudo isso tem que ter alguma coisa de ruim certo... É claro que tem. A capacidade de combustível é de 14 litros, o que oferece uma autonomia com cerca de 230km o que é pouco para uma moto deste tamanho. Ainda bem que ela não bebe como a Querida. Outro ponto fraco é o tanque de combustível e sabe por que? Porque não é tanque e sim uma carenagem. Isso deve explicar os 14 litros de gasolina. A dianteira da moto vibra um pouco, principalmente quando se solta o guidão. Acredito que aconteça por conta da frente muito leve, talvez até pela falta do tanque.... Será???

Enfim. Estou gostando no novo brinquedo e já tive a oportunidade de estrear fazendo junto com o @eitchugo “Hugo Cisneiros” o percurso do Rodoanel e esticando para um almoço no Guarujá.

Ainda preciso de um nome para ela... isso fica para depois.

Pajé e C1500 no Rodoanel - SP

Pajé e C1500 no Rodoanel - SP

Até a próxima viagem.

21jan/103

Motociclista em São Paulo City

Posted by Pajé

Desde quando voltei para sampa, em 2008, venho enfrentando várias situações de perigo sobre a motocicleta nesta cidade. Todos já conhecem o caos da cidade quando se fala em transito, e se começa uma chuva ou melhor, alguns pequenos pingos, já é suficiente para congestionar de forma impressionante as vias da cidade.

Andar em motos custom no meio do congestionamento já é complicado, filas de motos se formam pois você anda mais devagar que elas, a criança esquenta pois são na regra são refrigeradas a ar além do seu peso, não se faz corredor pois é complicado passar entre dois ônibus entre outros. Mas nem tudo é ruim. Você é muito respeitado, acho que até pelo barulho do escape, é mais seguro por conta da velocidade geralmente ser mais baixa do que em motos mais ágeis, enfim, é muito mais seguro.

Quando estou com a AN125 o bicho pega. Os motoristas não respeitam mesmo e quanto a fechadas dos carros já perdi a conta. Na segunda-feira 18/01/2010, estava voltando para casa por volta das 19hs e um carro, aparentemente estacionado na via do lado esquerdo, foi fazer uma conversão ilegal é claro para acessar o sentido contrário. Ele saiu em velocidade e não percebeu que estava vindo um motociclista e por centímetros não se chocaram. Seria um estrago total e eu ia assistir de camarote pois vinha logo atrás. Motoristas... prestem atenção antes de cruzar a via, entrar em ruas, sair de estacionamentos etc.

Outro dia também estava subindo essa mesma rua e fui fechado por uma pessoa em um carro velhinho. Eu, ultrapassando pela direita e em baixa velocidade, vejo um carro se aproximando da moto. Quando olho para o retrovisor do carro, vejo que o cara está olhando para mim mas continua indo na minha direção. Acelerei antes que acontecesse algo e quando olho pelo retrovisor o cara esbravejando... que coisa. O pior que não tinha o porque ele vir na minha direção, a via estava livre... foi de propósito... Será???

Motoboys desta cidade são tachados cachorros loucos, malucos, quebradores de retrovisores e dizem as más línguas que é melhor não arrumar confusão pois você será cercado por eles. Vejo a questão do motoboy pelo ponto de vista do trabalho. Eu saio para ir ao trabalho e tenho horário para chegar, claro mas vou com tranquilidade e calma, logo não fico cortando os carros, mesmo assim os números dizem que 77% dos acidentes envolvendo motos ocorrem durante os trajetos de casa/trabalho, trabalho/casa, devido ao cansaço e pressa. Os caras estão trabalhando e muitas vezes são obrigados a se sujeitarem a correr para não perder o emprego e entregar as encomendas no horário. Ninguém reclama quando o lanche ou a pizza chega rápido e quentinha, mas reclamam se os caras fazem ziguezague na pista e uma coisa tenho que concordar. Ser fechado dá uma raiva que vocês não têm ideia.

Não estou dizendo que os caras estão certos em se arriscarem e fazer bagunça, porém acredito que uma boa educação no transito e cursos preparatórios podem vir a calha, além da obrigatoriedade em utilizar jaquetas e calças com proteção além do capacete.

É sobre educação e respeito que estou falando. Os motoristas devem respeitar as motocicletas, pois somos um veículo menor, vulnerável e do lado das motos deve-se ter muito cuidado nas ultrapassagens e corredor só com o transito parado, nunca com os carros em movimento. A vida que está em jogo.

Enquanto não chegam as motos fechadas, é melhor triplicarmos a atenção e andar equipado com luvas, jaquetas e calças resistentes. Isso vale para os camaradas ciclistas também.

Abraços do Pajé.