Diário de Viagens e Trabalhos do Pajé

São Paulo Blumenal Urubici Curitiba em Set/2010 – Serra do Rio do Rastro

Objetivo: Visitar Santa Catarina e conhecer a Serra do Rio do Rastro e Morro da Igreja.
Data: 04 à 07 de setembro de 2010
Motivação: Viagem motivada pelo Moto Grupo BOG, Boulevard Owner Group, para reunir o pessoal do fórum em um evento presencial e conhecer os pontos turísticos da cidade de Urubici/SC.

Itinerário e detalhes da viagem

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  • São Paulo - SP
    • Estrada da Graciosa - PR
    • Morretes - PR
  • Blumenal - SC
    • Florianópolis - SC
  • Urubici - SC
    • Serra do Rio do Rastro - SC
  • Curitiba - PR
  • São Paulo - SP
Distância Percorrida (todos os trechos) 2.215,02 Km
Tempo aproximado de viagem 28 hora(s)
Gasto aproximado de Pedágio (todos os trechos) R$ 13,60

Diário do motociclista

01.jpgConfesso aqui que a viagem foi muito, mas muito bacana. Mesmo com os incidentes ocorridos com alguns companheiros do grupo e 2 prejuízos fortes na Viúva Negra, foi uma das viagens mais espetaculares que já tive a oportunidade de realizar. Mesmo assim cheguei a pensar diversas vezes em não escrever esse relato de viagem, mas por conta da viagem maravilhosa e após muito pensar, resolvi escrever ao som da grande banda Brasileira de Thrash Metal Sepultura.

Vamos nessa viagem então. O roteiro para o primeiro dia é o seguinte: Partir de Sampa prontamente às 06hs da matina, nos encontrando no primeiro posto BR da rodovia Raposo Tavares, acessar a Regis Bittencourt pelo rodoanel, viajar até o portal da Serra da Graciosa, se o tempo permitir descer a Graciosa, almoçar em Morretes/PR e seguir até Blumenal/SC.04.jpg

Eu e minha companheira de viagem Vanessa Almeida, chegamos prontamente no horário marcado, porém resolvemos fazer um caminho alternativo e saímos uma rua à frente do posto BR. Enfim, eu corri até o posto, chamei o pessoal e partimos em viagem. O bonde intitulado “Vamos na Boa”, era exatamente isso. 3 Boulevard C1500 e nossas guerreiras nas garupas iniciaram a viagem sendo: Pajé e Vanessa, Janjão e Janjoca e Carrijo e Leca. Seguimos viagem e após a descida da Serra do Cafezal, a moto do Janjão perdeu o freio traseiro nos obrigando a parar e aguardar o resfriamento e retorno do freio... Esse acontecimento teve o lado positivo pois ajudou a esticar as pernas depois da descida congestionada hehehe. Uma parada não programada para abastecimento e banheiro, seguimos até Registro/SP onde comemos um lanche rápido e seguimos para não atrasarmos o cronograma. O combinado é que sairiam 4 bondes de SP, portando tínhamos horários à cumprir e paradas programadas para a reunião de todo do BOG em Morretes.04b.jpg

Chegamos por volta de 11hs no portal da Serra da Graciosa onde encontramos o companheiro Caveira e sua guerreira Be. Agora o bonde “Vamos na Boa” conta com 3 C1500 e 1 M800 para arrasar nas curvas. No portal encontramos também com o Fábio e Paulão, ambos do BOG em outro bonde, que estavam nessa viagem com seus amigos. Aproximadamente umas 7 motos. Descemos juntos a belíssima Serra da Graciosa com suas curvas fechadas e trechos em paralelepípedos que proporcionaram algum desconforto para o povo das motos custom. Enfim, em um bonde único após a descida e o epic fail do Caveira quando foi perguntar se estávamos no caminho certo para Morretes/PR, chegamos ao bom e velho Restaurante Ponte Velha para saborear o Barreado.06a.JPG

Depois de comer até “explodir”, o que diga-se de passagem vai completamente contra os dizeres do manual do motociclista, agora com os 2 bondes separados para seguir viagem e antes de partir o Fábio nos dá a triste notícia. O companheiro Land sofreu um acidente em uma curva após ser fechado por um caminhão. O cara estava ligeiramente bem o que já nos aliviou bastante, mas isso lhe custou trincas em algumas vértebras da coluna, um dedo, clavícula e dente quebrado, além de sua moto ter ficado detonada. Felizmente os amigos Lino, Hell e Gava, os anjos neste momento, prestaram toda a assistência ao companheiro que já estava em processo de recuperação. A viagem para eles acabou ali. Uma pena pois fizeram muita falta... muita mesmo.

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Tristes e com mais atenção que nunca após essa notícia, seguimos viagem rumo à Bumenal/SC. Entramos na BR 101, trecho bom, duplicado e pedagiado (só 60 cents). Fomos tranquilos até passamos por Joenville/SC, pois a noite começou a cair e por incrível que pareça não existiam muitas placas para Blumenal. Obvio que erramos o caminho após passar por uma placa dizendo: Blumenal, Itajaí e Navegantes próximo acesso, em frente uma nova placa, Itajaí, Navegantes acesso e... é claro que entramos. Logo não era ali e nesse momento ficamos em duas motos pois pelas conversas no hotel cada um fez um caminho. Mais um epic fail ao perguntar para uma tia louca como chegar em Blumenal, ela informou que estávamos errados mas ficou insistindo: Quem ensinou vocês? Mas quem ensinou vocês? Detalhe que ela estava parada em frente as motos e não nos deixava sair. Enfim, saímos e seguimos por uma estrada terrível, a noite, sem sinalização alguma, um bando de malucos na pista... um cenário perfeito para aquela bosta acontecer. Felizmente chegamos sãos e salvos no hotel Rex em Blumenal/SC e fomos recebidos pelo companheiro BNU.10.JPG

O grande guru e e amigo BNU, obviamente que todos os outros também são amigos eternos, fez um mapa com o google maps, pois além de conhecer o caminho de outras visitas é o mais sábio para essa tarefa. Abastecemos as Boulevas e seguimos em direção a pequena cidade de Urubici/SC. A BR 282 é linda assim como o estado e Santa Catarina. Uma estrada tranquila, poucos caminhões mas com pista mão dupla, muita atenção nas ultrapassagens e na condução da motocicleta. Um visual maravilhoso e iniciamos uma descida pequena com pista um pouco perigosa. Isso se dá pois a cidade de Urubici fica em uma baixada, pena que não tiramos nenhuma foto da chegada à cidade. Uma parada para um almoço ele, como os catarinenses diriam: “Espeto livre”, que é um churrascaria rodízio com um churras daqueles e acompanhamentos maravilhosos e saímos novamente estufados de tanta comida.

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Mais alguns poucos km e chegamos ao Urubici. Cidade simpática e bonita onde passamos no Urubici Park Hotel só para deixarmos as bagagens e descansar uns minutos pois ainda estávamos bastante doloridos da viagem do dia anterior. Na real a viagem foi bastante cansativa, pois todos os dias dormíamos muito tarde e acordávamos muito cedo, cerca de 06hs de sono por dia. Enfim, seguimos rumo ao Morro da Igreja que é uma área militar da Aeronáutica onde localiza-se o CINDACTA II (DTCEA-MDI), que é um dos centros integrados de defesa aérea e controle de tráfego aéreo Brasileiro. Após quase 11km de estrada de terra, muito ruim com motos custom mas para nossa sorte sem muitos buracos e bem cuidada, chegamos ao acesso do Morro da Igreja. Nesse momento estávamos a mais ou menos uns 1100 metros de altitude em relação ao nível do mar e subiríamos a 1820 metros.14.JPG

A estrada de mão dupla e bem estreita, com subidas bastante íngremes e muito... mas muito frio mesmo a cada metro rodado. Após um certo ponto da estrada, uma neblina começou a cobrir tudo deixando a visibilidade bastante comprometida, mas sem prejudicar a viagem. Enfim chegamos até onde nos era permitido, um pouco de trabalho para parar as Bulevas e enfim lá estávamos. A 1820 metros de altitude com a visibilidade quase 0. Isso foi um ponto bastante negativo pois de lá seria possível avistarmos a Pedra Furada, ter um visual maravilhoso de cima do Planalto Catarinense e conseguir quase no horizonte avistar o mar. Infelizmente não foi possível mas de qualquer forma rendeu algumas fotos.19.jpg

Como a temperatura estava caindo consideravelmente, pois em cerca de 20min que ficamos lá caiu 1ºC, resolvemos descer e descansar um pouco. Descida tranquila, paramos em uma casinha que fica no alto a Serra para comprar algumas lembranças, de volta a estrada de terra, posto de gasolina e Hotel para banho e cama. Dormi cerca de 1h e fomos à um restaurante super bacana, todo aquecido por lareiras à lenha e uma comida sensacional.22.jpg

No outro dia, fomos na frente da igreja tirar umas fotos com todas as Bulevas e seus respectivos donos, depois rumamos ao mirante da Serra do Rio do Rastro. Alguns quilômetros depois e lá estava a tão esperada Serra do Rio do Rastro. Do mirante uma visão sensacional, um espetáculo da natureza com uma vista perfeita das cidades mais baixas... simplesmente fantástico. A descida... e que tesão de descida. Curvas fechadas, quase um cotovelo, e muitos “mirantes” onde podíamos parar para tirar fotos, muitas motos descendo e subindo a Serra e visual indescritível.

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Após a descida e a lamentação pelo tempo escasso e logo a não possibilidade de subir a Serra, tivemos que nos contentar somente com a descida e seguimos para o almoço. Viajamos bastante até chegarmos em Curitiba/PR, onde iríamos pernoitar, pegando até estrada a noite mas tudo tranquilo pois o trecho ruim da BR 101 já tinha ficado para trás. Nos hospedamos no Hotel Brasília, que ironia esse nome.. hehehehe, e jantamos Pizza no único lugar aberto que nos recebeu naquela noite.38.jpg

No dia seguinte, ultimo dia de viagem, seguimos pela BR 116 até São Paulo contando com a presença ilustre dos amigos Janjão e Janjoca. Estrada super movimentada, muitos caminhões como já é praxe nessa rodovia, ligeiramente frio e alguns momentos de pouca chuva. Nada que podesse atrapalhar o retorno. A viagem foi simplesmente perfeita e com certeza farei esse trajeto novamente para subir a Serra indo, descer a noite pois quem já foi fizeram fotos lindas e subir novamente para retornar no mesmo sentido inicial.

Mais uma vez o meu muito obrigado ao pessoal do Boulevard Owners Group por mais uma viagem.

Equipamentos e Acessórios utilizados:

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- Alforjes
- Mala Traseira

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- Kit de ferramentas

Segurança
- Jaquetas de Cordura
- Calças de Jeans
- Luvas de couro
- Capacete fechado
- Capa de chuva

Veja a galeria de fotos completa desta viagem:

Comentários (2) Trackbacks (0)
  1. Qual a chance que existe de sermos companheiros de viagem eternamente?

  2. Opa. Sempre que tivermos tempo e nossas agendas permitirem podemos viajar. Será sempre bem vinda.


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